A expressão “deixaram chegar” quando o Flamengo vai chegando e conquistando espaços e títulos às vezes joga contra o rubro-negro. A torcida acredita ainda mais, o elenco sai do chão como se fosse um show de Ivete, a imprensa transborda e borra nas tintas e, algumas vezes, desanda. Perde inexplicavelmente como vinha vencendo inexplicavelmente.
Na semifinal da Copa do Brasil, o Galo chegou em melhor forma até que o Cruzeiro. Era favorito antes de a bola rolar no Maracanã.
Não foi. Como, em 1987, o Galo também era. Como, em 1980, era um timaço tão bom quanto o de Zico.
Não deu. Deu Flamengo. Vai dando Flamengo depois do ótimo 2 a 0. Enorme placar pela diferença entre as equipes. Reversível por tudo que o Galo tem feito desde o ano passado.
Mas ainda uma vantagem considerável, construída em um gol de cabeça e outro em jogada sensacional de Gabriel, aterrado de modo bizarro por Josué.
O Flamengo foi construindo o resultado com a consistência que o Galo foi perdendo. A dinâmica da equipe não foi a de jogos anteriores. A aposta em um meio-campo mais robusto empacou o time mineiro sem dar luz ao contragolpe.
Não foi nem de longe o melhor jogo possível do Galo. Mas ainda não está nada perdido e nem eliminado. Ainda tem como reverter em BH como superou o Corinthians, como tantas vezes acreditou o atleticano em 2012.
O problema é que “deixaram chega”. Com e sem aspas.
Fonte: Blog do Mauro Beting

