A derrota no sábado pré-eleitoral em Manaus serviu de quê?
Fiquei pensando nisso durante o domingo e provavelmente pensarei nisso até quarta, dia do primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil contra o Atlético Mineiro. Concluí duas coisas.
Primeiro, a derrota serviu para mostrar que não há um time B no Flamengo.
Luxemburgo bem que tentou dar chance a Amaral, Luiz Antônio, Muralha, Lucas Mugni e Igor Sartori. Tentou, é bom frisar. O time que levou a campo mostrou entrega, alguma vontade e nenhuma objetividade. O placar foi justo (ele é sempre injusto para alguém). A confusão está cada vez mais longe para rubro-negros e cada vez menos dramática para alvinegros. À Magnética cabe só pedir paciência. Os próximos trinta dias vão ser animados.
Segundo, a derrota para o Botafogo preparou o espírito para o jogo de quarta no Maracanã.
Se engana quem acha que perder um clássico não faz diferença. Faz, e muita. E traz time e torcida para a realidade. O Flamengo não é favorito, muito embora jogue em casa, com o time titular e, em horas como essa, seja guiado pelo “pensamento mágico” que dá nome a este blog. A classificação atleticana nas quartas de final mostrou o tamanho da encrenca. Se aquele velho clichê (“Futebol é momento”) ainda faz sentido (e faz), o momento atleticano é melhor.
Navegando entre o décimo e o oitavo lugares na tabela do Brasileirão, jogando, agora, para o gasto e para não cair, o Flamengo vai precisar exibir o futebol dos confrontos contra postulantes ao título, um futebol muito diferente do apresentado em Manaus. Não vai ser tão difícil, afinal.
Fonte: ESPN FC

