Fonte: O Dia
Cristóvão Borges deve apostar em Ederson para substituir Guerrero e fazer o Flamengo voltar a vencer no Brasileiro, contra o Atlético-PR, nesta quarta-feira, às 19h30, no Maracanã. Mais do que a estreia do meia recém-contratado, quem for ao estádio esta noite verá o retorno de uma instituição à parte na Gávea: a camisa 10. A esperança é que a mística do número consagrado por Zico, maior ídolo do clube, supra a falta de ritmo do novo reforço e a ausência do principal investimento do clube para a temporada.
O treino foi praticamente todo fechado à imprensa. Quando Cristóvão abriu a atividade, o grupo treinava o sistema defensivo nas bolas aéreas, em cobranças de escanteio — o Flamengo sofreu gol assim contra o Santos e Ponte Preta. Ederson estava entre os titulares. A camisa 10 do Flamengo não entra em campo desde 2014, quando era usada por Lucas Mugni.
No último jogo do Flamengo no Maracanã, no empate com o Santos, Cristóvão foi chamado de burro pela torcida. A derrota para a Ponte também foi motivo de pressão sobre o técnico. Em entrevista à ESPN Brasil, o treinador voltou a dizer que se sente perseguido. Segundo ele, parte das críticas tem cunho racista, como quando um jornalista o chamou de Mourinho do Pelourinho. O diretor-executivo de futebol, Rodrigo Caetano, garantiu a manutenção de Cristóvão no cargo:
“Se alguma crítica tem esse fundamento, é um absurdo. Se achássemos que o time não evoluiu com a chegada dele (Cristóvão) e dos reforços, ele já teria saído. Mas não é o caso. Os jogadores percebem que o time tem padrão. A oscilação tem que parar.”