Sequência, gols, prestígio em Portugal e confiança em alta. O “filho do Bebeto”, revelado na base do Flamengo, sempre acanhado e de poucas palavras, dá lugar a Mattheus, jovem de 21 anos e pensamento de gente grande. Amadurecido após um ano e meio no futebol europeu, o jogador chega ao final do contrato com o clube do Rio de Janeiro sem desespero e aguarda a melhor decisão para o futuro.
Com estilo novo – barba e cabelo longo, “à la Josiel”, ex-atacante do Flamengo, como brinca na entrevista -, Mattheus conversou com a reportagem do GloboEsporte.com em sua casa, na zona oeste do Rio. Da pressão no início da carreira aos gols pelo Estoril, de Portugal, o meia destaca os principais temas na trajetória como profissional, comemora bons jogos no fim de temporada na Europa, sempre mirando o mesmo objetivo: separar sua imagem da de Bebeto.
– É o principal momento da minha carreira. Quando eu estava no Brasil, subi muito cedo, sempre falava que precisava de sequência e confiança, que é o que acho que todo jogador precisa. Os quatro primeiros meses foram de adaptação, no finalzinho do campeonato ainda consegui jogar como titular e tudo mais, mas não ainda como desejava, que era ter uma sequência. No início do outro ano eu tive uma má sorte de no primeiro jogo do campeonato, contra o Benfica, na semana de treino eu machuquei. Fiquei oito, sete semanas parado. Vindo de uma boa pré-temporada, de um bom preparo físico… Isso foi difícil para mim. E eu falei, “vou voltar melhor ainda do que eu estava antes, porque esse tem que ser o meu ano, não posso passar mais tempo”. Eu mesmo me cobro muito, entendeu? Quando virou o ano foi como se virasse a vida, do lado avesso. No primeiro jogo do ano fiz uma excelente partida, uma excelente partida mesmo. Fui pegando sequência, confiança. Em vários jogos fui eleito melhor em campo e faltava ainda o golzinho. O gol saiu, logo em seguida saíram mais dois, no outro jogo assistência. Foi uma sequência de coisas boas que aconteceram na minha vida. Eu falo isso, a virada do ano foi como se virasse assim, mexeu a vida.
Aos 21 anos, o jogador chega a um momento chave da breve carreira. O fim do empréstimo ao Estoril coincide com término do contrato com o Flamengo. Com propostas do futebol português e italiano, ainda não sabe o próximo passo, tampouco descarta continuidade no clube que o revelou, mas faz questão de mostrar a tranquilidade.
– Eu estou com cabeça tranquila, fiz uma excelente temporada, isso me deixa tranquilo. Sei que está nas mãos de Deus, meu futuro tenho que ver com calma, sentar com meus empresários para ver qual a melhor opção. No futebol eu aprendi uma coisa, a gente nunca pode falar “nunca”, nem “não”. Não existe isso, eu tenho contrato com o Flamengo e tenho que sentar e ver com meus empresários a melhor opção. Não é só para o Flamengo, mas para o Estoril, ou um time da Espanha, Inglaterra, a gente nunca pode falar “não” no futebol, porque a gente não sabe o dia de amanhã. O futebol é uma roda gigante, um dia você está lá em cima, outro dia aqui embaixo. E vai rodando.
FLAMENGO
Badalado nas categorias de base, Mattheus traçou o caminho natural de um garoto marcado para jogar no profissional do Flamengo. Sempre vinculado ao nome de Bebeto, mostrou timidez no primeiro contato com nomes como Renato Abreu, Léo Moura e Vágner Love, mas não acredita que o jeito mais acanhado tenha atrapalhado os primeiros passos com a camisa do Rubro-negro sob comando de Joel Santana.
– Eu era muito tímido, subi muito cedo, né? Subi com 17 anos, tinham grandes jogadores no Flamengo, jogadores que eu me espelhava e eu subi meio tímido, acanhado. Lógico, querendo jogar, ajudar e tudo mais, mas acanhado. Eu sou um pouco tímido, não sou um cara de ficar falando muito. (…) Mas acho que me atrapalhar, não… Quando eu subi, na época, era com o Joel Santana, foi o ano que eu mais joguei no Flamengo em relação a temporada. (…) Lógico que quando a gente chega fica um pouco mais tímido. Antes estava olhando na televisão, hoje a gente está aqui dentro treinando com os caras. Quando eu era moleque eu ficava parado no treino no CT do Ninho do Urubu olhando o Renato Abreu batendo falta e no dia eu estava treinando falta com o Renato Abreu, e ele brincando comigo. É uma coisa meio diferente.
Joel Santana, inclusive, é lembrado com carinho nas palavras de Mattheus. A lembrança estreia pelo clube na partida diante do Santos, dia 17 de junho de 2012, no Engenhão, ainda é viva na memória, assim como as palavras do “papai”. Para o jogador, o Flamengo acaba desperdiçando uma série de talentos da divisão de base por não saber utilizar no momento certo ou ter a paciência necessária com os meninos no momento da transição.
– Tem que ter um pouco mais de paciência, porque o Flamengo tem muitos bons jogadores na base, muitos bons jogadores mesmo. Qual menino que não quer jogar no Flamengo quando é criança? Mas tem que ter um pouco mais de paciência, saber colocar nos momentos certos, isso é fundamental. Quando eu subi, logo no primeiro ano, eu tinha 17 anos, era muito novo ainda, e o Joel chegou para mim, em um jogo em casa, no Engenhão, contra o Santos, foi minha estreia, porque entrei um minuto. Eu entrei, nem toquei na bola e acabou o jogo. Eu estava super feliz que eu tinha entrado, que a gente tinha ganho o jogo e tudo mais, aí ele chegou para mim e falou “filho, vem aqui com o papai, vem. Eu botei você só para tirar esse nervosismo, tirar essa vontade de querer fazer as coisas rápido”, porque isso atrapalho um pouco. “Meu filho, papai botou você só para ir aos poucos, ir aprendendo”, e eu falei “tá ótimo, professor, não tem problema nenhum”. É verdade, é o que tem que acontecer.
Depois de Joel, Mattheus teve contato com Vanderlei Luxemburgo. Uma substituição do treinador marcou a trajetória do garoto pelo Flamengo. No dia 5 de novembro de 2014, o meia entrou aos 22 minutos do segundo tempo contra o Atlético-MG, no Mineirão lotado, no jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil. No placar, 2 a 1 a favor do Galo, que precisava de mais dois gols para conquistar a classificação heroica.
A saída de Everton levou os torcedores à loucura e as manifestações foram ainda maiores após a eliminação. Mattheus admite a má atuação, mas revela não entender o motivo da culpa ter sido direcionado a ele. O jogador não esconde ter se sentido pressionado no clube após ser afastado e desmente especulações feitas na época, quando anunciado que queria deixar o Flamengo por uma proposta do Juventus, da Itália.
– Lógico que não vou falar que fiz uma boa partida, porque nem toquei na bola. O Atlético-MG estava pressionando, precisava do resultado. Entendo todos ficarem chateados, até porque eu fiquei chateado também, não queria ser eliminado, mas não entendo o motivo de ter caído só em mim. (…) Fica uma situação chata para cima de mim, como se fosse o único culpado. Entendo a torcida ter ficado chateada, eu também fiquei, mas não entendo ter caído só em mim. Vai ter que cair em alguém, e eu era o mais novo, uma série de coisas que não vem ao caso falar, mas a situação do Juventus, que saiu na imprensa que eu tinha falado que queria sair do Flamengo, que eu já falei que queria abandonar… Em nenhum momento eu falei isso, nenhum momento dei uma palavra. (…) Me senti pressionado no sentido de estar treinando, sem falar nada e sair milhões de matérias falando que eu queria abandonar. Uma coisa é uma proposta, eu sentar para resolver, se aceitasse ou não, sairia a matéria, “Mattheus aceitou ou não a proposta”. Outra coisa é eu estar treinando no clube, no meu ambiente de trabalho, e falarem que Mattheus quer abandonar o Flamengo, que não quer mais ficar. Em nenhum momento falei isso. Querendo ou não, as pessoas acreditam no que leem. Se saiu uma matéria falando que quer abandonar o Flamengo, vai acreditar em quê? Que quero abandonar o Flamengo!
FILHO, NÃO CÓPIA
A admiração de Mattheus pelo pai é evidente. Em cada pergunta envolvendo Bebeto, um sorriso, uma brincadeira e palavras de quem tem certeza que encontra um porto seguro nos momentos de dificuldade na carreira. Outra certeza, porém, é a dificuldade de se desvencilhar da história do pai no Brasil.
A busca pelo Estoril, segundo o jogador, teve como objetivo dar os primeiros passos sozinho, buscando uma independência praticamente impossível no Brasil. Para Mattheus, a grande diferença longe do país é a forma como tratam a relação pai e filho: um vínculo, mas não comparação.
– (Comparação com Bebeto) Me atrapalhou. Lá na Europa eles falam também, não vão deixar de falar, só que sabem separar, sabem que Bebeto é o Bebeto, e Mattheus é o Mattheus. Eles falam, “Mattheus, que o pai é o Bebeto”, mas sabem separar. Em nenhum momento, quando estou jogando ou treinando, eles comparam. Falar é normal, mas comparar é totalmente diferente. (…) Essa é a diferença do Brasil para a Europa em relação ao meu pai. Lá eles sabem dividir, aqui cobram como se tivesse que jogar como meu pai. Aquela frase do brasileiro, “se jogar 10% do que seu pai jogou está ótimo”. Eu também acho (risos), mas não tem como comparar. Quando pintou essa oportunidade no Estoril, eu faleu que queria ir justamente por causa disso, separar essa imagem. Eu não ligo que falem do meu pai, porque como vou me sentir mal com isso… O jogador que foi, meu pai, eu vou me sentir mal de falar dele? Lógico que não vou me sentir mal. Eu não gosto de comparar, sempre separo. Meu pai fez a história dele, eu tenho a minha, estou começando agora.
As brincadeiras com Bebeto são constantes, assim como a cobrança vinda do ex-jogador, até mesmo quando as atuações são acima da média. Para Mattheus, que coloca o pai como principal referência, Bebeto será sempre um treinador em casa.
– Acho que meu pai cobra mais que o próprio treinador do Estoril (risos). É um treinador em casa, cobra bastante, dá conselhos, puxão de orelha. Cobra bastante mesmo. Lá no Estoril, teve um jogo que eu fiz dois gols e ele falou “beleza, parabéns, fez dois gols, mas podia ter feito o terceiro naquela bola”, ele sempre dá uma deixazinha dele, né (risos)? Eu falo brincando com ele sempre, eu fiz um gol de cabeça no Estoril, um gol bonito de cabeça, aí falei, brincando, porque eu já tinha visto, mas queria ver o que ele ia falar. “Pai, fiz um gol de cabeça ali, não lembro de muito gol de cabeça seu não, ein?”. Aí ele ja começa, “ah, não lembra não? Então vem cá”, e começa a mostrar, “tá vendo, falo que sabia fazer de cabeça” (risos). Mas falo brincando mesmo, é bacana. Sempre estou brincando, mas ele puxa bastante a orelha.
Fonte: Globo Esporte

Ele jogou bem pelo Estoril, mas quem me impressionou foi o Léo Bonatini, jogou demais, deveria estar na seleção olimpica, porque o que ele fez não é brincadeira não, se o Guerrero sair, é até pro Fla ficar de olho, novo e diminui a pressão do Vizeu. Não acho que o Mattheus teria espaço, porque entre o que ele e o Adryan apresentaram ainda fico com o Adryan, e entre Mattheus e Paqueta acho melhor apostar no Paqueta.
Verdade,dependendo do custo,leo bonatini é boa opção!
Menos um… Jogador fraco
Fraquíssimo… a única coisa que puxou do pai foi o choro kkkkkkkk!
Não é mal jogador, acontece que jogador de base no Flamengo não vinga é muito raro sair alguém, será que todo jogador é ruim de verdade, há algo errado na condução da base, conceitos, preparação e tudo mais, não tenho dúvida que melhor estruturado futuramente já com o complexo de treinamento concluído poderemos vir a fazer bons trabalhos nas categorias inferiores mais por enquanto é isso que vemos, entretanto já acompanhamos a evolução desse processo quando olhamos nosso sub-17, sub-15 e ai vai….acredito que Matheus não joga menos que Gabriel, Cirino, Fernandinho, que ganham muito mais em comparação ao garoto, também pode ser muito mais útil que os pesos mortos, Sheik, Ederson, e porque não trazer de volta o garoto e coloca-lo no time?
Entendo o que pensa, mas vamos na real vários jogadores da base do Flu e santos, vingam.Não lembro a proporção, mas pouquíssimos, tornaram jogadores profissionais. Seriam 3 por geração ou ano.A verdade, é que quem é bom sobressai, assim como na vida.(Quase sempre)A pessoa estuda num colégio público, e pode tornar juiz ou engenheiro (conheço gente assim).Geração 90,da base campeão da copa SPfoi toda posta pra rua.,Djalminha,Marcelinho,Paulo Nunes,e cia,viraram grandes jogadores.Nem todo mundo foi,o goleiro Adriano,só jogou em times pequenos.Paulo Sérgio, Erick Flores,Fabiano Oliveira,estão na faixa dos 26~30,todos ex eternas promessas.Depois do Flamengo, foram p algum time grande,de graça? Não, hj jogam em times como Boavista.Quem é bom vai encontrar seu caminho,Felipe Melo saiu de graça e provou seu valor,os jogadores do Flamengo, da base,tem Quererem,aí sim.A maioria se perde(achando que é craque), ou acordam duros.Acredite vi a era Zico,vi Leonardo estrear e ser titular da Copa União 87,ele tinha 17,eu 14.Muitos entravam no Fla nos anos 80,com 18 anos.Muitos vingaram em outros times como o Gonçalves. Acredite,quem é bom sempre vinga.Flamengo, especializou em Perebas,a partir de 95,Kléber Leite,só contratava,pq ganhava nas negociações. Pode ser que agora,encontre um caminho com um CT da base,alojamento.
SRN
No final de contrato,se estivesse com essa bola toda,que uns imaginam, já teria renovado com Estoril ou algum europeu.Parece mais matéria, pra vender o peixe,vai que alguém acredita?
Acho que a torcida tem que tomar consciência que tem parcela de culpa dessa garotada não dar certo no Flamengo. Porque o Santos e até o Florminense revelam mais que nós? A pressão do cara jogar 2 jogos, ir mal e a torcida massacrar o garoto, imagina um cara de 17 anos ser fuzilado mentalmente como foi o Matheus? Não só ele como vários outros que bastaram sair daqui para brilhar em outro lugar.
Eu diria que a parcela de culpa da torcida é gigante…
Com o Adryan foi a mesma coisa…
Acho ele bom de bola, não craque ainda, mas bom de bola.
poderia ter rendido mais se não fosse a cagada do profexô.
queimou o garoto ali!!!
Espero que siga seu rumo e consiga jogar sua bola!
o Vanderlei colocou ele numa roubada e isto é fato… Porém a torcida massacrar ele é muito pior… Como se ele tivesse a culpa pelo time ter tomado 4 gols do Atlético…
Exato!
Já escuto falar do jorge e do PV, daqui uns dias vão falar do Vizeu e Leo Duarte tbm.
Esse negocio que craque o fla faz em casa, não existe mais, os mlks não conseguem desempenhar mais seu futebol. Uma parte é culpa deles, outra da diretoria que não tá sabendo cuidar desses jovens e a outra que é a da torcida que não tem paciência.
Cara eu acredito nele, se ele conseguir desempenhar todo seu potencial, acredito que vai calar a boca de milhões.
A torcida tem um papel relevante nisso tudo, pois quando começa a vaiar o garoto já fica pressionado; o técnico já fica receoso em colocá-lo para jogar, consequentemente a diretoria vai e o empresta para um time de menor expressão.
Isso é a mais pura vdd!!
Na minha opinião nenhum jigador se destaca na base se nao tiver talento, acham que o lilinha por exemplo nao tinha potencial pra se tornar um grande jogador ? Claro que tinha, mas foi mal preparado, mal conduzida a carreira e faltou foco ao garoto, esse rapaz sempre mostrou qualidade, agora esta amadurecendo e evoluindo, no flamengo jogador da base nao pode jogar mal que ja caem de pau e o cara nunca mais joga.
Sempre fui indignado como o Santos revela os maiores craques brasileiros se nem no Top 5 das maiores torcidas ele está. O Flamengo mais rico, embora mais endividado, infinitamente maior em termos de grandeza, e não conseguimos esse feito. Talento é uma parte do processo, a outra parte é os garotos serem lançados na hora certa e mesclando com jogadores mais experientes, a outra parte é a da torcida que precisa apoiar e ter paciência. O talento o jogador tem, mas o problema é subir para o profissional do Flamengo com o time na fogueira e a torcida procurando um Judas para descascar sua ira.
É isso aí mesmo, no Santos a torcida tem paciência com os garotos e apoiam, aqui a torcida apoia mas se jogar um ou dois jogos mal ja pegam no pé, por isso o jorge é um jogador e tanto, conseguiu se firmar meio a tudo isso.
nunca vi esse moleque jogar bola nenhuma….
Ele e o Adryan vão se tornar grandes jogadores, daqui dois anos, é vai todo mundo ficar a ver navios e chupando dedo…. Vejam o Coutinho. SRN
Esse ai se melhorar vai ser daqui uns 7-10 anos! Fraco! Por isso q categoria de base não é parametro para muitos jogadores! Na base jogam para caralho, mas quando sobem para o profissinal não mostram o mesmo rendimento e ficam se escondendo nessa historinha ” a fui lançado cedo!” Jogador que é bom mostra a que veio! Mais um mediano indo embora…
Essa bosta é pior que Adrian,rafinha,muralha,luiz Antônio,thomas , Rodolfo,..etc..etc..etc…o jogador bosta !…o pior de todos….quem um dia viu futebol nessa pereba não entende nada….acho até pior que o jaja…e olha que esse outro pra min não joga nada !