“Andarilho” do futebol, zagueiro Fabrício, recorda os tempos de Fla

Alguns, talvez, se lembrem de Fabrício. Zagueiro, de estilo “xerifão”, canhoto e com chute potente, subiu ao time profissional do Flamengo em 2009. Comparado a Juan e Fábio Luciano (que se aposentou no mesmo ano que Fabrício foi promovido), o jogador teve um papel importante no título Brasileiro daquela temporada. Depois, no entanto, não conseguiu se manter, sendo negociado. De lá pra cá, foram 14 clubes. Hoje, com 27 anos, está prestes a iniciar uma nova temporada no Chipre, vestindo a camisa do Omonia, da primeira divisão local.

“Ser campeão pelo Flamengo foi um sonho de criança realizado, passei minha infância e adolescência no clube (chegou ao Mais Querido com nove anos), é o meu clube de coração e, poder ser campeão brasileiro e ainda jogando ao lado de Adriano, foi magnífico e estará para sempre na minha memória”, afirmou o zagueiro, em entrevista ao globoesporte.com

Para Fabrício, um dos maiores problemas que enfrentou foi a falta de um treinador que lhe desse mais sequência de jogo. Apesar do título brasileiro de 2009, o Mengão viveu momentos tumultuados em 2010, com várias trocas de técnicos: Andrade, Rogério Lourenço, Silas e Vanderlei Luxemburgo.

“Acredito que faltou sequência. Não tive um treinador que me desse essa sequência e, com isso, acabou culminando na minha saída. Mudei em bastante coisa, amadureci bastante com as experiências vividas e, se tivesse de mudar alguma coisa, eu não teria saído do Flamengo precocemente. Como disse antes, infelizmente não tive um treinador que apostasse em mim. Mas quem sabe um dia eu não volte. Vontade não falta”, completou.

Com o manto sagrado, Fabrício ganhou diversos títulos, na base e no profissional

Após sair do clube que o revelou, passou por dois rivais: Vasco e Fluminense. No tricolor, viveu um dos piores momentos da carreira. Foi considerado um dos culpados pela surpreendente eliminação para o América-RN pela Copa do Brasil.

“O pior momento, sem dúvidas, foi a minha passagem pelo Fluminense. Tive muitas decepções com pessoas e acredito que fui injustamente crucificado por uma eliminação. Acredito muito que o fato de ter sido criado no Flamengo e ter esse laço grande com o clube ajudou bastante para isso. Porém, não lamento. Foi muito difícil, mas um aprendizado muito grande”, relembrou o zagueiro.

Fabrício passou por outros clubes brasileiros, como Atlético-PR, Palmeiras, Cruzeiro, Vitória e Bragantino. Sem espaço no mercado local, foi tentar a sorte na Europa. Primeiro, acertou com o Partizan, da Sérvia. De lá, rumou para o Muang Thong, da Tailândia, e depois para o Astra Giurgiu, da Romênia. Com uma boa temporada pelo clube romeno, acertou com o Omonia, do Chipre.


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Fabrício vai disputar a primeira divisão do Chipre

“Quando fui para a Romênia, foi uma aposta muito grande minha e do meu empresário. Abri mão de dinheiro para apostar em mim e na minha carreira. Meu empresario e eu sabíamos que eu tinha e tenho muito a dar e competir. Graças a essa aposta e aos meus companheiros do Astra, consegui fazer um ano muito bom. Na minha opinião, foi um dos melhores da minha carreira”, finalizou.

E você, torcedor? Lembra de Fabrício e sua canhotinha? Acha que teria espaço no elenco atual? Deixe sua opinião nos comentários!

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  • FORA.

  • Cavadassa!

    Fraco, saiu se achando o pic@ das galáxias mas vai ter o mesmo fim do Jonatas, do Nélio e do Jr. boneca e tantos outros.

  • Fraquinho! Sempre achou que jogava mais do que joga. Acompanho as equipes de Junior do Flamengo é desses então, já entregava todas. Lembro-me de uma Copa SP que enfrentamos o Internacional (que tinha Walter, Taison e Giuliano). Foi um baile! O cara entregou tudo. O Walter meteu “só ” dous gols. E o sonho de um bom time acabou ali.

  • Gostava dele. Bom chute, e diferentemente do Vaz, sabia o seu papel em campo.

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