Ex-presidente do Flamengo, Kleber Leite abre o jogo sobre cassação de título e ameaça ir à justiça

FOTO: REPRODUÇÃO

Em novembro de 2020, Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo, recebeu honraria e se tornou membro Grande Benemérito do clube. No entanto, o título pode ser cassado em votação presencial que está prevista para o dia 26 de julho, às 19h (horário de Brasília), na Gávea, realizada pelo Conselho Deliberativo. A decisão será determinada por três quintos dos votantes presentes. Pela primeira vez, Kleber abriu o jogo sobre a situação.


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Em entrevista ao Lance, o ex-presidente concedeu sua versão para o episódio e apontou uma ‘perseguição odiosa’ de dois nomes ativos no Flamengo. São eles: Artur Rocha Neto, atual vice-presidente de planejamento e do conselho diretor do Fla, e o seu primo, Tulio Cristiano Machado Rodrigues – presidente do Conselho de Grandes Beneméritos. Por fim, Kleber Leite afirma que está preparado para combater a situação.

– Vamos lá para essa reunião, que já nasce indevida. Ela jamais poderia ser realizada, pois esse tema não é pertinente a ela. Se porventura eles insistirem nisso, da mesma forma que ocorreu antes, já que a causa é claríssima, o Judiciário corrigirá. Então a possibilidade deles conseguirem alcançar o objetivo deles, nesta perseguição odiosa, é zero. E haverá consequência disso, não ficará assim. O que eu venho sofrendo não é justo, chegou ao limite, e eu vou tomar, então, as devidas providências.

Kleber Leite foi presidente do Flamengo entre 1995 e 1998, por fim, retornou ao clube em 2005 a 2009 com o cargo de vice-presidente de futebol. O ex-mandatário explicou o processo para se tornar Grande Benemérito e, além disso, aproveitou para justificar o porquê a anulação do título, na sua visão, é considerada ‘indevida’.

– Eu fui agraciado com o título de Grande Benemérito. Ponto. Havia duas vagas, e várias pessoas se candidataram e enviaram os seus currículos, como eu. Houve primeiro uma comissão que avalia as condições de cada um dos pretendentes. A minha foi analisada e aprovada, como todos. Então, deu-se a eleição, e dois foram eleitos, com o mesmo número de votos, aliás: eu e Marcos Braz. O processo foi absolutamente democrático. A reunião foi presencial, tudo de acordo com o estatuto – antes de completar:

– Artur Rocha e o primo dele (Túlio) entraram com um recurso no Conselho Deliberativo, alegando duas coisas: 1) que eu não deveria ser eleito pelo fato de estar suspenso, o que não corresponde à realidade. Naquele problema com o shopping, eu fui julgado pelo Conselho de Administração e absolvido. Lá é que se julga um Benemérito do clube. Eles recorreram ao Conselho Deliberativo, num recurso absolutamente inadequado e impróprio. O Judiciário me deu ganho de causa, primeiro através de uma liminar e, depois, através de uma decisão definitiva. Ou seja, o Judiciário anulou aquela suspensão de oito meses, que eles injustamente me impuseram. Este item, portanto, está totalmente fora de questão; 2) de acordo com o Estatuto, para você se tornar um Grande Benemérito, você tem que ter, após ganhar o título de Benemérito, dez anos de relevantes serviços prestados ao clube de maneira ininterrupta – e para finalizar:

– Pois bem, eu ganho o título de Benemérito, depois fui, do final de 2005 até 2009, vice-presidente de futebol, o que é um relevante serviço – embora não seja necessário ser dirigente para prestar tais tarefas expressivas ao clube. E, através de vários documentos e personalidades do clube, inclusive do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, que fez uma carta, um documento, que citava que em nenhum momento eu deixei de servir o clube, por solicitação da própria presidência e de outros setores do Flamengo, o que torna nula, completamente, a argumentação dessas duas pessoas – encerrou Kleber Leite.

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  • Esse é um dos grandes contribuintes para “quase” falência do clube. De repórter de campo à presidência do clube e daí para milionário. Até as placas de publicidade dos jogos era da sua empresa. Quem acabou com essa mamata foi grupo dos ‘Blues’ tão logo tomaram posse. Um homem desse não deveria ter nenhum direito a honrarias e sim banido do clube. O grupo que o acobertava naquela época, hoje perdeu forças e ele ainda se acha no direito de fazer ameaças publicamente na tentativa de intimidar.

  • Esse é o cara que contratava um jogador caro por semana. Do valor pago, sempre sobrava “umzinho” em sua conta bancária e ficou rico.
    Junto a Edmundo Silva, transformou a dívida do CR Flamengo em QUASE INSOLÚVEL.
    QUE PERMANEÇA LONGE DA GÁVEA PELOS PRÓXIMOS 30 ANOS.