Flamengo bate metas de venda de jogadores, mas mantém cautela com finanças: “Compensamos as compras”

FOTO: DIVULGAÇÃO/OLYMPIQUE DE MARSELHA

Recentemente, o Flamengo adquiriu a postura de clube investidor e contratou diversos jogadores para reforçar o elenco. No entanto, na última temporada, o Rubro-Negro foi mais cauteloso ao mercado devido às consequências financeiras da pandemia. Por conta disso, o Mais Querido optou pela venda de atletas para aliviar os cofres e, de acordo com Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças, o clube bateu a meta.

Em recente entrevista ao Canal do Venê Casagrande, o dirigente detalhou a saúde financeira do Flamengo. Segundo Tostes, o Rubro-Negro bateu a meta de receita estipulada com a venda de jogadores durante os anos de 2020 e 2021. Além disso, ele afirmou que os números foram calculados independente da pandemia e as negociações não foram em função disto.

– Bateu sim! A meta não foi colocada ali pela pandemia. Não foi o Covid que fez o Flamengo vender jogador. O Flamengo continuou fazendo investimentos, entende? Comprou o Pedro, pagou os atletas, aquelas parcelas de aquisição, é um time de altíssimo gabarito em campo. As vendas entram para compensar as compras, que são de longo prazo. O Flamengo está em outro patamar hoje e para suportar, precisa vender atletas – antes de continuar:

– Dito isso, não quero criar uma percepção que sem pandemia não precisaremos vender atletas. Isso é errado. Mas hoje, pelo Covid, as vendas estão sendo feitas muito mais a longo prazo do que anteriormente. Todos os clubes estão passando pelo mesmo problema de receitas de bilheteria e é isso que o mercado está colocando, você tem que aceitar.


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Além disso, o dirigente explicou como funciona o recebimento dos pagamentos de jogadores vendidos de forma parcelada pelo Flamengo. Para exemplificar, Tostes usou a negociação recente de Gerson ao Olympique de Marselha, da França. Como a equipe negociou a compra do atleta sem ser com pagamento à vista, o Mais Querido ainda tem que receber outras mensalidades até que a dívida do clube francês seja quitada.

– Quando você vê um valor cheio, não quer dizer que você recebeu completo naquele ano. A gente precisa fazer algumas ações para tentar trazer parte desse dinheiro. Então não quer dizer que porque vendemos o Gerson, estamos com dinheiro sobrando. Não é assim, pois não vou receber tudo neste ano. Você tem que se adaptar ao mercado. Mas o que posso dizer é que o futebol bateu as metas estabelecidas. Os desajustes de janeiro foram cobertos em julho. Se eu tivesse recebido a diferença total, seria fácil -, declarou, antes de finalizar:

– Então não existe uma diferença sobrando, pois eu parcelei a venda, alonguei o período e vou trazer parcela para cobrir o valor. Vai ficar igual. O que sobrar, vamos usar de acordo com a necessidade. O caso do Gerson, por exemplo, foi parcelado em mais três anos, temos dinheiro para receber até 2023. Vamos trazer uma parte e não vamos trazer outra, se eu trouxer tudo vai ficar caro. Vamos deixar uma parcela para receber mais à frente – concluiu.

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