Sistema defensivo do Flamengo evolui com Dorival Júnior; números comprovam

Rubro-Negro chega à ótima sequência na temporada e alcança vice-liderança no Brasileirão


Por: Leonardo José

O Flamengo arrancou na temporada desde que Dorival Júnior assumiu o posto que era de Paulo Sousa. Com o novo treinador, o Mais Querido saiu da briga para fugir da zona de rebaixamento e chegou à vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Além do bom desempenho ofensivo, a gestão do atual técnico também tem a defesa como ponto forte.


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Desde que tomou conta do comando técnico rubro-negro, Dorival Júnior mudou completamente o sistema defensivo. A equipe atual joga em 4-2-2-2 e 4-1-2-3. Tais condições são bem diferentes das impostas pelo sucessor português, que estava firme na ideia de usar 3-4-2-1 e 5-1-2-2. A filosofia de Paulo Sousa não deu certo com o elenco do Flamengo, mas a do treinador brasileiro funcionou, e os números do momento provam.

Paulo Sousa deixou o Flamengo com 29 gols sofridos em 32 jogos disputados, tendo média de 0,91 tentos levados por partida. Já com Dorival Júnior, o Rubro-Negro tem média de 0,63 gols levados por duelo, pois concedeu 12 tentos em 19 embates. Ofensivamente, o atual time balança as redes 2,16 vezes por confronto, diante de 1,84 da gestão anterior.

A boa fase do sistema defensivo do Flamengo é vista também na sequência do Mais Querido. O Rubro-Negro não leva gol há quatro jogos e, inclusive, sofreu apenas dois nas últimas dez partidas, que têm nove vitórias e um empate. Ou seja, o Mengão passou por oito embates sem ter suas redes balançadas.

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Com essa sequência positiva, o Flamengo é o segundo colocado do Brasileirão, com 39 pontos, ficando a nove do líder Palmeiras, que tem 48. Na Libertadores, o Rubro-Negro passou com tranquilidade pelo Corinthians e chegou às semifinais. Já na Copa do Brasil, o Fla ficou no 0 a 0 com o Athletico-PR, na ida, no Maracanã. A volta, inclusive, acontece na próxima quarta-feira (17), e quem vencer se garante nas semis.

A partida decisiva entre Athletico-PR e Flamengo acontece às 21h30 (horário de Brasília), na Arena da Baixada. O Fla precisa de qualquer vitória para avançar na Copa do Brasil. Outro empate, seja por qualquer resultado, leva o confronto para os pênaltis. Uma derrota flamenguista classifica os paranaenses. Você, vale lembrar, acompanha todos os lances deste embate na transmissão ao vivo do Coluna do Fla, no YouTube.

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  • Condenar um esquema tático com 3 zagueiros, porque não deu certo com um treinador que fracassou em seu trabalho? Sinto dizer, mas discordo nesta análise. Na minha opinião, o sistema com 3 defensores é um dos melhores que existe, embora nem sempre possa ser adotado por qualquer equipe (o Flamengo ainda funciona melhor com os tradicionais 4 defensores).

  • É bem interessante o que o Bruno comentou, abaixo.
    Se desconsiderarmos os 2 primeiros jogos, a média de gols sofridos (em 17 jogos – 7 gols), cai par amenos de 0,42, por partida, o que é menos da metade da média do time, sob o comando de Paulo Sousa.
    Contudo, alguns detalhes precisam ser regularmente verificados pelos jogadores e por Dorivel, porque em alguns jogos, o adversário perdeu chances reais de gol. Outro aspecto é a quantidade de bolas perdidas por Éverton Ribeiro, Filipe Luís, Matheuzinho, João Gomes e Diego Ribas, que proporcionaram contra-ataques perigosíssimos. Estes jogadores têm facilitado o combate direto, quando estão em marcados por mais de um adversário e frequentemente perdem a bola.

  • Parabens ao dorival.

    Esses numeros defensivos sao ainda mais impressionantes se a gente considerar que no primeiro jogo do dorival a gente perdeu de 3 do inter sem que ele pudesse ter feito 1 treino sequer. Depois ainda tivemos um jogo com atletico-mg no mineirao q perdemos de 0x2, onde o time ainda tava no inicio do trabalho.

    Os numeros do ataque tb sao impressionates. Se pegar essa sequencia até menos nos jogos de 1×0 no corinthians, 2×0 no corinthians, 0x0 com atletico pr, sao jogos onde o time criou demais e os placares so nao foram mais elasticos pela falta de efetividade