Veja como foi a coletiva de imprensa de Leonardo Jardim após vitória sobre o Remo
O técnico de futebol no Brasil não tem tempo de curtir as vitórias. No Flamengo, a afirmação tem peso dobrado. Depois da grande vitória por 1 a 0 sobre o Remo, no Mangueirão, Leonardo Jardim já teve que responder sobre Copa Libertadores e o ‘problema Plata’. O treinador falou se conta com o atleta para quinta-feira (10), contra o Independiente del Valle (EQU).
“Sobre o Plata, ele deve chegar. Se ele estiver em condições físicas… Ainda faltam quatro dias para o jogo, então vamos tomar essa decisão mais pra frente”, respondeu Jardim. O atacante era esperado no Rio de Janeiro na sexta-feira (04), mas desembarcou apenas neste domingo (08). Desse modo, o equatoriano é aguardado em Belém para se juntar à delegação que seguirá para Quito, após negociação frustrada com o Dínamo Moscou (RUS).
A partida será na altitude de Quito, a 2850 metros acima do nível do mar. Ao ser perguntado sobre a estratégia do Flamengo no jogo de ida, a partir das 21h30 (horário de Brasília), Leonardo Jardim foi claro que o time precisa chegar ‘vivo’ para decidir no Maracanã.
— Em relação ao jogo de quinta, vamos procurar nos preparar da melhor forma, respeitar o adversário que vem em uma ótima sequência, é um jogo na altitude. Mas queremos ser competentes para procurar ter o jogo no Maracanã e ter a classificação, que é nosso objetivo —, comentou.
SAMUEL LINO VOANDO
Contra o Remo, Samuel Lino decidiu a favor do Flamengo mais uma vez, com gol de biquinho aos 19 minutos do segundo tempo. Assim sendo, Leonardo Jardim exaltou as opções de jogo que o camisa 16 proporciona para o esquema tático rubro-negro.
— O Lino tem mostrado nesta temporada que tem versatilidade. Consegue fazer mais de uma função. Ele recebeu bem algumas ideias que eu tinha para ele e está conseguindo realizar essa proposta tanto no setor ofensivo, quanto no defensivo. É um jogador diferente do Arrascaeta, do Carrascal… ele dá outras nuances ao jogo. É mais uma individualidade entre o coletivo. Vocês sabem que defendo muito a estrutura do coletivo —, elogiou Jardim.
OUTRAS RESPOSTAS
Além de Libertadores, Plata e Lino, Leonardo Jardim também falou sobre outros assuntos na coletiva de imprensa. Em resumo, o português abordou a festa da Nação em Belém, as ‘três fases’ do gramado do Mangueirão e os gols perdidos (clique aqui para conferir essas respostas). Por fim, o treinador destrinchou um pouco mais a temática sobre o Remo e revelou o amor que tem pelas torcidas do Brasil.
CRESCIMENTO DO FLAMENGO
— O que é determinante para conseguirmos continuar nossa caminhada é, primeiro, humildade. Capacidade de trabalho, respeitar todos os adversários e continuar com nossa pegada que temos demonstrado, mesmo em momentos mais difíceis.
— Isso é muito importante, sem empolgação. Não nos empolgamos quando todos já nos deixavam de fora (da briga), então também não estamos empolgados agora. Estamos motivados e vamos continuar trabalhando diariamente para conseguirmos representar o Flamengo no mais alto nível.
TORCIDAS DO BRASIL
— Já falei algumas vezes, não sei se no Flamengo, mas uma das minhas motivações em vir para o Campeonato Brasileiro foi os torcedores. Às vezes comparamos ligas, mas em uma coisa esta liga é forte: nos torcedores. Existe festa. E não falo só dos torcedores do Flamengo, mas hoje vimos a torcida do Remo fazer uma festa espetacular. Em todos os estádios existe a festa. Eu já estive em diversos campeonatos, mas não vejo ninguém tão fervoroso como aqui no Brasil.
— Eu trabalhei na Ásia, no Al-Hilal, que também é um clube com muitas gentes. Quando ganhamos a Champions da Ásia tinham 200 mil pessoas para festejar. Em Portugal, no Sporting. Na Grécia, no Olympiacos. Mas os torcedores aqui vêm receber as equipes, não só o Flamengo. Torcedores até da segunda divisão fazem grandes festas. Por isso eu digo que muita gente discute a posição da liga no cenário mundial, mas tenho certeza que no quesito torcida está em primeiro.
COMO ENTRAR NA RETRANCA DO REMO
— Criamos várias situações. Me lembro de pelo menos dois chutes do Lino, do Arrascaeta, da cabeçada do Paquetá, a grande defesa no lance do Pedro… Quando faço a substituição do BH era para dar uma opção de agressividade no cruzamento. Tentávamos chegar no corredor e com presença na área. Disse para ele jogar mais por dentro para ajudar ao Pedro como um segundo atacante.
— Mas depois que fizemos o gol voltamos à estrutura inicial. Nos últimos minutos o campo estava impraticável, a bola não rolava e foi tudo na base dos duelos. Mas todos fizeram um sacrifício especial. Para lutar, ganhar duelos. Uma equipe é isso. O jogo mudou, tivemos que jogar de outra forma na parte final, com mais luta e garra, e isso é uma coisa que eu gosto de representar nas minhas equipes.
