Mauro Beting: “Zé Ricardo, ex-Flamengo”

Se cobrássemos do treinador do Brasil e do Flamengo o que não exigimos de nossos temeres, teríamos um país muito melhor.

O 11º treinador do Flamengo na gestão Bandeira de Mello foi demitido horas depois da derrota em casa para o ameaçado Vitória. 0 a 2. Com o primeiro gol em falha de Arão. O substituto de Márcio Araújo…

Não foi a ausência de MA a determinante nem para a derrota e nem para a queda. Talvez a presença constante dele explique muito da birra rubro-negra em relação ao treinador campeão estadual de 2017, terceiro colocado do BR-16, jamais unanimidade na Gávea.

Também porque alguns acima de qualquer suspeita têm jogado abaixo da média. Como Diego. Como tantos. E os que não são tudo isso, não têm sido aquilo. Ainda mais no sistema defensivo exposto e com muitas falhas individuais que vão além da alçada de quem escala. E de quem treina e teima.

Pelo elenco que tem, não pode ser tão pobre de ideias o Flamengo quando tem a bola. Responsa tanto do Zé quanto de quem tem a bola. Sem ela, não pode falhar tanto. Conta que é coletiva. Mas que também sobra sempre pro chefe da turma.

O Flamengo demorou demais em 2016 para efetivar ZR. Agora parece ter demorado demais para demiti-lo. Não tinha convicção antes. Parece não ter tido agora. Tentou além da conta tanto por não ver um substituto à altura no mercado. E também por ele mesmo ter se desgastado de ter trocado tanto de técnico. Fora a estranha saída de Mano Menezes em 2013, todos foram saídos do clube. Com ou sem cerimônia.

Zé também ficou para tentar quebrar um paradigma. Não rolou. E justo depois de um grande segundo tempo contra o enorme líder Corinthians. E depois de quase grande virada contra o Santos. Tudo fora de casa.

Acontece. Mas tem acontecido demais no Flamengo.

Não gosto de trocar treinador como quem troca de camisa. Às vezes se escolhe uma feia como essa nova amarela. Mas, às vezes, se acerta meio que sem querer. Dá liga. Combina. E se evita tanta pressão como a que abateu o Zé. E vai continuar detonando um futebol sem paciência.

Fonte: Blog do Mauro Beting | Uol

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  • Zé Ricardo teve sim seus defeitos, claro. Primeiro trabalho num time profissional, e logo no Maior do Mundo. Tem muita estrada pela frente, e eu o vejo como um técnico promissor. Sim, eu me irritava com suas teimosias, e ansiava pela sua demissão; mas depois de esfriar a cabeça dá pra avaliar que no geral ele foi bem. Vejo sua necessária partida com sentimento até de gratidão. Boa sorte na sua carreira, Zé!

  • “O Flamengo demorou demais em 2016 para efetivar ZR. Agora parece ter demorado demais para demiti-lo.” (…) “Não gosto de trocar treinador como quem troca de camisa.” — Pode-se dizer contraditório? &;-D

    • É contraditório sim, mas e eu concordo plenamente com ele.

    • As vezes as pessoas tem qhe fazer coisas que elas não gostam…

  • Zé Ricardo não bate pênalti nem perde gols feitos. Será que a culpa foi toda dele? Ontem talvez sim, insistindo num 4-1-4-1 nunca antes testado. Zé quis inventar ao invés de colocar Rômulo ou Cuellar como primeiro volante. Assim, em uma tacada só, limitou (e matou) W. Arão, tanto é que no primeiro gol ele falhou. Mengão fez excelentes jogos contra Corinthians e Santos, mas se a bola não entra, fica difícil.

    • “Zé Ricardo não bate pênalti nem perde gols feitos. Será que a culpa foi toda dele? ”

      Pra mim é dele sim, pois o time do flamengo perde gols faz tempo, não é desde agora, então cabe ao tecnico procurar solucionar isso, fazer treinos específicos para melhorar o rendimento da equipe nas finalizações, cisa que nunca aconteceu.

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