Fla pode ter perdido R$1 milhão por causa de quadrilha de falsificação de ingressos

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, através da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), conseguiu desarticular, na manhã desta quinta-feira (21), uma quadrilha especializada na compra e revenda ilegal de ingressos esportivos e culturais na cidade fluminense.

A operação batizada de “Jogo Sujo” conseguiu prender quatro pessoas e apreender um adolescente, suspeito de ser um dos líderes do esquema. Outros 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. A operação foi realizada em conjunto com o Juizado Especial do Torcedor e de Grandes Eventos.

Segundo as investigações, um jovem de 19 anos e um adolescente, de idade não revelada, clonavam informações de pessoas físicas, inclusive cartões de crédito, através de grupos hackers na internet. Um dos alvos preferidos da quadrilha era o Flamengo. Estima-se que o Mais Querido possa ter perdido cerca de R$1 milhão por causa da fraude.

“Com base nesses dados, eles compravam ingressos de Sócio-Torcedor no plano mais alto (+ Paixão), com direito a quatro ingressos, que vinham através de vouchers, para serem retirados nas lojas do Flamengo. Eles alteravam esses vouchers, de acordo com os cambistas que faziam a demanda dos ingressos. Os cambistas nem pagavam os ingressos. Eles iam tirar os ingressos com o cartão e o nome deles, porque os cabeças do esquema alteravam tudo, inclusive os vouchers”, afirmou à TV Globo, a delegada titular da DRCI, Daniela Terra.

Em nota oficial divulgada no site oficial, o Flamengo destacou que o clube começou a se sentir lesado no início do ano, e que procurou as autoridades para apresentar a suspeita.

“Em março deste ano, após sucessivos prejuízos e com o entendimento de que somente trabalhando em conjunto com as autoridades policiais poderia coibir esta prática tão nociva e nefasta, o Flamengo apresentou denúncia à DRCI e vinha, desde então, apoiando a Delegacia e o Juizado em ações controladas de inteligência e monitoramento às atividades dos falsários em partidas na Ilha do Urubu e no Maracanã”, afirmou a instituição.

A quadrilha operava com a ajuda de diversos cambistas, que faziam a revenda dos ingressos fraudados. Por isso, o clube pediu para que os torcedores não sejam condescendentes com a prática ilícita.


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“Para evitar que a indústria da falsificação prospere e se prolifere há um personagem com papel fundamental: o torcedor. Ao comprar ingressos de cambistas, o torcedor causa prejuízos ao clube e alimenta uma cadeia de clonagem de cartões que prejudica muitos inocentes”, destacou o Clube de Regatas do Flamengo.

Segundo os investigadores, o grupo tem ramificação em São Paulo. Eles atuaram também na fraude de ingressos de outros eventos, como o Rock in Rio. Os líderes vão responder por crime análogo a estelionato e associação criminosa.

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  • Falta agora calcular o prejuízo com gato net, falsificação de camisas… e por aí vai….
    tudo porque o “torcedor” se acha no direito de ser mais esperto que os outros…

  • O ingresso é caro na mão do clube, mas é acessível na mão do cambista depois que os ingressos esgotam.

    Na moral, essas pessoas que praticam isso (comprar na mão de terceiros) deveriam bater com a cabeça num poste todo dia.
    Reclamam que o ingresso é caro, que não dão boas condições no PST por falta de contra-partida e na “hora H”, ferram o clube pagando AINDA MAIS CARO na mão de estelionatários.

    BEMMMMM FEITOOOOOOOOOOO. SEU BURRO!

    SRN (Nada do Flamengo, tudo pelo Flamengo)

  • Nossa quase tudo nesse país é roubo, o de menor vai ficar impune, ah…. o de maior também, hoje mesmo o Banco Itaú não quer me devolver R$ 30,25 cobrado indevidamente, vou ver o dinheiro de novo? Provalmente sim mas por um custo de estresse elevado, agora vai dever o banco pra ver o que acontece!

    • Fodda!

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