Fabiano de Abreu: “Trabalho psicológico e físico de Jorge Jesus eram mais eficazes que do Renato Gaúcho”

FOTO: ALEXANDRE VIDAL / FLAMENGO

Uma imagem captada pelas câmeras de televisão chamou a atenção e trouxe preocupação para a torcida no último domingo, na partida contra o América Mineiro. A conversa entre os técnicos Renato Gaúcho e Vagner Mancini comprova que os jogadores do Flamengo estão com problemas físicos. Ou seja, traçando uma comparação com a equipe treinada por Jorge Jesus, pode-se dizer que o time treinado pelo português era mais eficiente em relação à questão física. Os jogadores jogavam em ritmos tão frenéticos quanto agora, mas há grandes diferenças a se pontuar. E isso tem relação com a equipe do Jorge Jesus e sua competência.

Hoje, o que se percebe é que a equipe apresenta um grande número de jogadores lesionados. O Flamengo tem entrado em campo com desfalques, além da lentidão dos atletas ser nitidamente observada, como aconteceu nas partidas contra o Grêmio e o próprio América. Se analisarmos o comportamento dos jogadores, parece que muitos deles estão fora de órbita, ou seja, parece que eles estão com a atenção em qualquer outro lugar, menos no jogo que estão disputando.


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Comportamentos como o do próprio Vitinho, a lentidão do veloz Bruno Henrique, o erro fatal de Renê, por exemplo, revelam isso. Observando os lances, é possível dizer que os jogadores estão com o foco na disputa totalmente prejudicado. Por outro lado, é necessário que os atletas e o treinador tenham um foco ‘atencional‘. Afinal, para que você tenha o melhor planejamento e a melhor estratégia para vencer o adversário, é preciso que você consiga que todo o seu corpo físico trabalhe de forma eficiente.

Para quem não sabe, o ‘foco atencional‘ se define como a habilidade ou capacidade de controlar a concentração não só com distrações externas, bem como ser capaz de concentrar nos comandos específicos para a tarefa. E, quando se fala de um atleta em campo, isso está diretamente relacionado à memória do atleta, física e mental. Que afeta a sua atuação durante a partida.

O que se pode perceber também, é que tem faltado um trabalho psicológico na equipe do Flamengo, além do treinamento físico. Não sei se a equipe de Jorge Jesus tinha um profissional como um psicólogo, ou se era o próprio treinador que sabia fazer este trabalho melhor com os jogadores, mas lembro que o preparo físico, o foco atencional e a alegria daquele time era muito melhor do que o atual. Perceba que o Flamengo, como um todo, teve uma espécie de apagão contra o Grêmio e contra o América, assim como contra o Barcelona também não esteve na sua melhor performance.

Temos chances ainda do Brasileirão e o sonho de um tricampeonato, feito este já conquistado pelo São Paulo e Santos (brinde dado pela CBF). Queremos também a Copa do Brasil, a Libertadores e o Mundial que engolimos seco o último. Mas precisa o Flamengo ter atenção especial a esses fatores, pois ganhar de goleada com este elenco inspirado não é tão difícil assim. Estamos bem à frente dos demais clubes e temos a “obrigação” de vencer todos os títulos disponíveis.

Por: Fabiano de Abreu

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  • JJ respira futebol 24 horas por dia, sua equipe de auxiliares é fantástica. Ex jogadores brasileiros que atuaram com ele em Portugal, lembram que como jogador ele foi o mesmo que é hoje, super técnico e goleador. Qdo já estava preparando-se para aposentadoria, o presidente do Benfica, fechou um contrato com ele como técnico jogador, ou seja, ele dirigia o time dentro do campo. Um desses jogadores brasileiros que jogou ao lado dele no Benfica foi o Uri Geller, hoje trabalhando ao lado do Adílio.

  • Concordo com a sua análise. A trajetória de Jorge de Jesus alcançou níveis altíssimos no Brasil não só pelos seus conhecimentos táticos, mas por ele ter tido o mérito de escolher auxiliares muito competentes. Os créditos ficam focados no Mister, mas seus pouco reconhecidos assistentes foram fundamentais para o sucesso alcançado no Brasil pelo Flamengo.