“Hipocrisia”: comentarista critica repercussão na imprensa de comemoração no vestiário do Flamengo

FOTO: REPRODUÇÃO / FOX SPORTS

O Flamengo venceu o Palmeiras por 2 a 0, na quinta-feira (21), e a atuação rubro-negra agradou boa parte dos torcedores. No vestiário, os jogadores do Fla celebraram o bom momento e cantaram uma música uruguaia. Após a divulgação do vídeo da canção, a imprensa repercutiu de forma negativa o fato, e Tulio Rodrigues falou sobre o assunto.

Um programa esportivo teimou em dizer que os jogadores do Flamengo falaram ‘porco‘ em parte da canção, enquanto em outro disseram que não havia necessidade de cantar música uruguaia. No quadro Opinião, do Coluna do Fla Play, Tulio Rodrigues listou algumas ‘zoeiras‘ feitas por atletas alviverdes em diversas oportunidades e apontou hipocrisia no debate entre os jornalistas da grande mídia.


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Se tornou pauta, em diversos programas esportivos, a música cantada no vestiário do Flamengo após a vitória sobre o Palmeiras, por 2 a 0. Essa banda uruguaia tem uma pegada tipo Mamonas Assassinas, galera dos anos 90 deve lembrar. Eles têm uma pegada humorística, com frases dúbias, e isso foi introduzido no vestiário pelo Arrascaeta. O meia até ligou para um dos vocalistas da banda, e o cara está amarradão. A coisa que deveria ficar ali no campo da zoeira e da comemoração dos jogadores, acabou virando pauta de programas -, disse o comentarista. Ele ainda prosseguiu:

Eles não podem falar nada, mesmo que tivessem alterado o verso para ‘porco’, e não foi o que aconteceu. É falta de assunto, é para criar polêmica. Qual problema teria se os jogadores do Flamengo alterassem para porco? Problema nenhum. Qual o problema de ter uma música uruguaia? Nenhum também. As pautas que poderiam gerar seria a origem da música, o autor da canção, a repercussão no Brasil, essas coisas. Mas, tem outras coisas, não discutir o que os jogadores falaram. Fico impressionante com o nível de debate que chegou a imprensa neste pós-jogo de Flamengo e Palmeiras. Tenho certeza que se o Palmeiras tivesse vencido, não teria essa canção lá no vestiário do Flamengo, mas a imprensa nunca falou nada quando o Palmeiras zoou com camisa oficial, com zoar a loja do Flamengo, quando partiu do outro lado nunca discutiram se teve ou não falta de respeito -, encerrou.

CONFIRA NA ÍNTEGRA A OPINIÃO COMPLETA DE TÚLIO:

Sem entrar neste debate, os jogadores do Flamengo se preparam para enfrentar o Athletico-PR, neste domingo (24), pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo terá início às 16h (horário de Brasília), na Arena da Baixada. O Mengão está em terceiro na tabela de classificação, com 55 pontos, enquanto o time paranaense ocupa o 12º lugar, com 39.

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  • Sormani, é um velho criado por vó, cheio de mimimi, pirracento é um infeliz ultrapasso.

  • Esse Sormani é um coitado infeliz, tudo que acontece no Flamengo é motivo para crítica. A inveja é uma doença.

  • Finalmente um Comentarista SENSATO e INTELIGENTE, acima dos bairrismos. Parabéns, Tulio! Quem dera se todos fossem ao menos parecidos…

  • Sem querer me aprofundar no mérito do perfeito e didático comentário do Darcy Brasil, aqui embaixo (ou aqui em cima…sabe-se lá onde a Coluna vai posicionar o comentário dele) sobre interesses políticos e econômicos que interferem numa integração maior entre as culturas sulamericanas, e permanecendo apenas no terreno do nefasto bairrismo que domina a mídia esportiva brasileira, infestada de paulistas torcedores, acho apenas que esse Sormani perdeu uma grande oportunidade de ficar calado. Depois de 4 campeonatos brasileiros ganhos por clubes paulistas, com a ajuda providencial da CBF-SP, acharam que iriam estabelecer uma “hegemonia” no futebol brasileiro. O Flamengo de 2019 se encarregou de enterrar esse “projeto”, e os traumas ainda hoje são paupáveis e visíveis nessa mídia hopócrita. Por esses dias, Mauro César Pereira teve que enquadrar em um programa esportivo 3 (TRÊS) desses pseudo-jornalistas que não perdoam Rogério Ceni por estar treinando o Flamengo, e não o São Paulo. Praticamente o consideram um “traidor”. Com uma mídia esportiva dessa categoria, só nos resta sentir muita, mas MUITA, saudade de um Sérgio Noronha, Ruy Porto, Oldemário Touguinhó, Sérgio Cabral (o pai), e de um José Ignácio Werneck. Esses sim eram Comentaristas Esportivos. Hoje temos apenas um bando de paulistas frustrados.

  • O brasileiro, devido à ação
    alienatória da grande mídia,
    não tem consciência de sua
    “latinoamericanidade”, a
    ponto de tratar um uruguaio,
    um argentino, um venezuelano,
    como se fossem profundamente
    distintos social, econômica ou
    culturalmente de nós, brasileiros,
    quando tem, na verdade, muito
    mais semelhanças do que
    diferenças (a diferença entre
    um carioca e um colombiano
    é menor que a diferença entre
    um carioca e um paranaense
    em muitos aspectos, pex). O
    Brasil é o país que melhor
    consegue dialogar, através
    da sua cultura, com as
    demais culturas dos outros
    países da América Latina,
    pois possuí raízes culturais
    diversas, que estabelecem
    a nossa diversidade cultural
    interna, mas que, em
    contrapartida, guardam
    semelhantes com cada um
    dos países latinoamericanos,
    por conta das influências
    ibéricas, africanas, indígenas e
    dos imigrantes europeus que
    para a América Latina
    vieram a partir do final do
    século XIX e início do XX.
    É mais fácil para um
    brasileiro entender um
    símbolo cultural colombiano
    do que o é para um
    argentino, sendo ainda
    mais fácil para um brasileiro
    interagir com um símbolo
    cultural argentino do que
    o é para um colombiano.
    Portanto, absurdo é o pouco conhecimento da música,
    da arte, da cultura de
    nossos irmãos
    latinoamericanos, que a mídia
    tradicional permite ao povo
    brasileiro (a grande mídia
    dita o que pode e não pode
    ser exibido, agindo
    conscientemente para solapar
    a integração cultural do
    Brasil com o restante da
    América Latina), porque teme
    que, a partir dessa integração
    cultural, se processe uma
    integração econômica,
    politica e social, que fere
    os interesses dos EUA, país
    com o qual os donos da
    grande mídia mantêm
    interesses econômicos
    e financeiros, que, via de
    regra, contrariam os
    interesses do povo
    brasileiro. Para terminar,
    quem poderia afirmar que
    Arrascaeta e a sua música
    são tão diferentes do
    brasileiro e da nossa música,
    a ponto de repudiá-los
    como estranhios, alienígenas?
    Somente alguém que
    desconhece a história da nossa
    formação social, política e
    cultural. O território do Uruguai,
    inclusive, chegou a fazer parte
    integrante do Brasil, na
    chamada Colônia de
    Sacramento, tendo sido
    objeto de longas disputas
    militares, politicas e
    diplomáticas entre os reinos
    de Portugal e Espanha.